
EGIPTO
despertar da Estrela da Terra
as 4 tribos
as 12 famílas
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Enquanto humanos, o que nos leva a ter tanta dificuldade em abraçar o caminho da alma nesta realidade?
Esta foi uma das perguntas que surgiu após a viagem ao Egipto de 2025, que tinha a intenção de Despertar a Estrela da Alma. Foi também essa a pergunta que abriu o campo e o espaço para a viagem de 2026.
Mas, antes de falar da viagem, talvez seja importante partilhar um pouco sobre a Dimensão da Alma.
Essa dimensão é uma parte do SER onde habitam a essência, o propósito, o potencial e os dons. E, com o trabalho que tenho desenvolvido nesta área nos últimos anos, diria que é a parte de nós onde podemos recordar esses aspetos e dar sentido à vivência a partir do não sofrimento, da paz e da harmonia. Pois a alma não tem desejos nem entra em conflito. Ela recorda a origem e não trabalha na separação, especialmente porque habita numa dimensão de não dualidade e de tempo eterno.
E se temos a capacidade de dar espaço ao caminho da alma nesta realidade, um caminho onde a alma quer viver coisas novas e adquirir experiência através da própria vida, porque é que, para algumas pessoas, é tão difícil abraçar a Alma?
Durante anos, desenvolvi uma certa frustração ao observar o potencial de diferentes pessoas que acabavam por se envolver no drama humano, em vez de colocarem a alma ao serviço do mundo.
Mas, sem essa frustração, eu não me teria perdido no caminho, nem teria levantado as perguntas que me levaram ao que foi vivido no Egipto. A necessidade de controlo, a necessidade de uma aparente perfeição onde podemos ser "bons", úteis e capazes, leva a que a alma não tenha espaço para ser e viver aquilo que veio fazer.
Foi então que fui conduzida a um livro que faz parte do meu caminho e ao qual regresso de tempos a tempos: As 5 Feridas Emocionais, de Lise Bourbeau. Esse livro fala das feridas primárias, mas, mais do que isso, ajuda-nos a compreender o enredo que criamos através da forma como interpretamos a nossa história e das máscaras de sobrevivência que construímos para continuarmos a corresponder a algo externo, em vez de abrirmos a carapaça e sermos simplesmente tudo aquilo que somos.
Aí pude compreender que toda essa informação diz respeito à Estrela da Terra, o centro energético complementar e oposto à Estrela da Alma. E se a Estrela da Alma nos fala de potencial, a Estrela da Terra fala da informação contida na nossa semente divina: toda a informação da nossa Árvore da Vida.
Dessa forma, se através da nossa história familiar e da memória das nossas células existe um conflito, a alma não terá espaço para se manifestar no corpo. E se o corpo é água e terra, e a alma é fogo e ar, encontramos nos elementos a sabedoria necessária para abrir a quinta essência através do SER.
A proposta nasce assim, com a intenção de Despertar a Estrela da Terra e, a partir daí, poder observar cada aspeto de nós. E para facilitar esse processo, chamámos as 4 tribos com as suas 12 famílias.
E porquê levar esta viagem ao Egipto e fazer dela uma iniciação através de vários templos?
Porque cada templo acaba por funcionar como espelho e como arquétipo de cada uma das feridas e de cada um dos elementos que nos propusemos contemplar e integrar em nós.
Dessa forma, o primeiro dia, dedicado à água e à memória celular, passou pela Árvore da Vida, por Philae e Kom Ombo.
Depois, o fogo, dedicado à essência solar, foi vivido em Edfu.
A terra e o corpo foram trabalhados em Karnak e Dendera.
O ar em Abidos.
A quinta essência na Esfinge.
E a entrega das sementes no grande cubo de Saqqara.
Ao longo da viagem fomos acompanhados por um método de reorganização da Estrela da Alma e da Estrela da Terra, que nos levou a perceber a forma como podemos habitar o centro e também a compreender onde existe conflito na informação da Árvore da Vida ou da nossa história.
Cada jogo realizado com a Matriz ajudou a revelar as diferentes questões que levam cada pessoa a afastar-se do centro, oferecendo a oportunidade de encontrar e sentir cada vez mais o que acontece quando regressamos a esse lugar, soltando a memória ou o controlo e abrindo o coração à vida.
De cada templo há muitas histórias para contar. Mas sinto que descrevê-las aqui seria entrar na intimidade de cada participante e poderia tornar a narrativa demasiado impessoal. Porque, nestas viagens, sem dúvida, apenas as podemos viver.
Posso, contudo, partilhar que ainda não tinha feito uma viagem com um grupo com tanta entrega e abertura. E isso revelou-se em cada milagre que foi acontecendo, em cada lágrima, em tanta criatividade e transformação em cada participante, e na magia que partilhámos em Saqqara.
E, se ainda existissem dúvidas, cada guardião de cada templo e pirâmide acabou por nos devolver, através das suas palavras, a validação daquilo que estava a ser vivido ali. Não porque algo acontecesse apenas no plano etérico, mas porque o grupo permitiu abrir portas para ser canal e instrumento da energia que movemos. E, por isso, quem estava à nossa volta podia ver e sentir.
Acho que isso poderá ser aquilo a que muitas vezes chamo espiritualidade na prática: levar o sagrado ao quotidiano e, com isso, passar a ter uma experiência divina nesta existência, com toda a beleza e estranheza que ela contém.
Deixo, uma vez mais, um agradecimento ao Ahmed por tornar esta viagem possível; às facilitadoras, que estiveram sempre presentes para tudo (mesmo tudo); aos chefes de cada tribo; aos participantes; e a todas as pessoas que cruzaram o nosso caminho, cuidando dos lugares, do transporte, da acomodação e da alimentação.
Foi um grupo de Guardiões incrível, que nos levou a viver algo mágico e que ficará para sempre na memória.
Gratidão!

























